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Exmo. Sr. ministro da Economia e Inovação,
Ontem, depois da divulgação do relatório sobre a eventual existência de cartelização no sector dos combustíveis, o senhor ministro apontou várias medidas que iria tomar numa sessão parlamentar com deputados de outros partidos políticos. Não sei se haverá muito que se possa fazer face à natureza do fenómeno mas, realmente, há sempre algo que se pode fazer. Penso que a sua medida de pedir a divulgação de informação confidencial da Galp no que toca a custos e proveitos é uma boa medida. Gostaria mesmo que outros Estados seguissem esse exemplo.
Outra dessas medidas, seria a criação de um web site onde os portugueses pudessem comparar e consultar os preços dos combustíveis. Penso que a ideia é interessante. Uma ferramenta que permita consultar os preços actualizados dos diversos combustíveis nas bombas do nosso país, apesar de não resolver o problema da falta de petróleo (vejam-se as previsões dos especialistas, publicadas este mês), ajuda pelo menos a manter um sentimento de controlo, de podermos fazer alguma coisa pelas despesas pessoais e profissionais. E, neste momento, toda a ajuda é bem-vinda, nem que seja psicológica.
Escrevo-lhe esta carta aberta, sem qualquer outra intenção que não a informativa e o pedido de duas atitudes, pois meu caro Manuel Pinho, [o "meu caro" aqui não tem ironia alguma. Penso, realmente, que está na altura de deixarmos de andar a discutir pessoas e linguagens e nos unirmos, e nos ajudarmos mutuamente, e nos portarmos como membros da mesma equipa, cuidando uns dos outros, os que o podem fazer, e dando o melhor que pudermos todos] esse site já existe!
Foi criado por dois jovens portugueses recorrendo à API do Google Maps. Melhor! Funciona com a colaboração de todos nós, portanto é um instrumento realmente independente.
Noto que não sou um dos jovens envolvido no projecto (infelizmente nem conheço os dois rapazes).
1. Assim, peço-lhe que faça um favor ao seu colega das Finanças e a todos nós e não peça a criação de tal site mas antes divulgue o site que já existe e apoie as pessoas que o mantêm e o criaram.
O seu ministério pode apoiar com um servidor robusto, publicidade, pessoal, na internacionalização da ideia e até com dados para tornar o site mais completo.
Dessa forma, estará a poupar um pouquito de dinheiro do orçamento do Estado, estará a incentivar a iniciativa privada e comunitária em Portugal e a dar o exemplo a todos mostrando que vale a pena ter ideias e investir o nosso capital em ideias desenvolvidas em Portugal, porque o esforço , o trabalho e as boas ideias serão recompensadas. Eis o URL:
Espero que, tal como eu, aprecie o web site!
2. Sei que este governo se tem empenhado bastante na procura de outras fontes de energia e que se estão a desenvolver esforços, e correctamente claro, para reduzir a dependência portuguesa de energia importada. Sei que no Palácio de São Bento têm em testes um modelo da TurBAN e que existem outros projectos como captação de energia solar sem necessidade de painéis rectangulares e que no país já existem veículos eléctricos desenvolvidos.
O meu pedido neste caso é não deixar de incentivar esses projectos e criar mesmo um “think tank” multidisciplinar nacional que nos permita conseguir projectos funcionais e comercialmente exequíveis para que possamos todos respirar mais e melhor (literal e metaforicamente).
Com os meus melhores cumprimentos!
The Myth of Bio Fuel or How Can We Create a Bio Mess
a) We lower carbon emissions using bio fuels. We increase them when we produce them. Can someone give me correct numbers on how much we lower the emissions by the use and how much we increase the emissions by producing the bio fuels?
b) Deforestation is a huge problem as it is. To produce the vast amounts of corn, cane, or other culture needed to produce fuel we would need to dramatically increase areas without forest and natural ecosystems;
c) To produce bio fuels I’m assuming we would use even more pesticides and other harmful chemicals with all the known problems associated with this use, affecting more rural and forest terrains and populations;
d) If we go there how to stop the prices of food to go up dramatically? Let’s face it, if I produce cane or corn and there’s a bigger demand for those products I will increase the price. If I trade on those products I will increase the prices. If I stock those products and distribute them I will increase their prices. Offer and demand at its best! Possible result: vast populations in different areas of the planet starving. A very strong increase of food prices in developed countries… and yes, there is famine in develop countries too, and yes the majority of populations of some developed countries have a very hard time just to survive; By the way, are there really such things as developed countries??? Oh, yes! By comparison!
e) All this without the benefit of lower fuel prices. Taxes apart, the constant demand for grain to produce fuel would exhaust the lands. The constant demand would keep fuel prices high anyway. The demand for fuel never stopped to increase. At a pace not compatible with the finite land resources available to produce bio fuels.
f) It seems to me we have been paying too little for too long for fuel and incentivised the excessive use of fuel. We are used to wasting. We use a car to go the cafe next door; we use a car to drive inside cities with good public transportation. We need to face the fact that fuel is a very scarce resource and we should use it in the strictest needed quantities. It’s not a matter of if it pleases us, if it comes in handy. We have to decide: do I really need to use the car this time? Do I really need to use the car on all the course of the travel? Do we still even remember how it feels like having dirt or sand or grass under our feet?
I searched for the opinion of Greenpeace and this is their stand on bio fuels. By the way, I completely support Greenpeace’s view. The aim should be better technology that reduces the emissions and not solutions filled with problems without answers. We need to get power without emissions, power with efficient use of fuel. Not just switching one carbon based fuel for another equally carbon based. Here’s what they have to say:
“Bio fuels are very problematic. In many cases they do not contribute to reductions in greenhouse gas emissions due to the emissions caused by their production, often related to land use and deforestation. The availability of real sustainable bio fuels is limited and preference should be given to using them for power generation which is a more efficient use of these fuels.”
Therefore, next time you hear someone talk about bio fuels: be suspicious, be very suspicious.
